
Que a Google (A empresa, não O site) está dominando o mundo online já se sabia. A novidade é um dispositivo de rede com o software motor de buscas que a levou ao topo a empresa que tem apenas 10 anos de idade. Conhecidos como appliances, essa classe de aparelhos junta funções típicas de internetworking, como rotear mensagens e pedidos de páginas, e aplicações de software, como antivírus, firewall e... busca.
Os modelos que começam a ser vendidos no Brasil são o Google Search Appliance (GSA) e o Google Mini, que dão às empresas o poder de indexar seus documentos, sejam de uso interno e restrito ou abertos para o público externo, da mesma maneira que o site de buscas cataloga toda a web. Assim, os appliances tornam-se o centro das buscas de informação e documentos nas empresas.
Não será uma solução barata: o GSA, que indexa até meio milhão de documentos custa 70 mil dólares e o Mini (para 50 mil documentos) custa 7,5 mil dólares. “Todo o mecanismo de nuvem que o Google usa está dentro do appliance”, diz Humberto Menezes, diretor da distribuidora sul-africana Westcon no Brasil, que distribuirá os aparelhos. “Você pode digitar um número de rastreamento, em uma página interna com interface similar à do Google, e virá todo o histórico.”
O sistema foi desenhado para dar um tempo de resposta menor que meio segundo e indexa 220 formatos de arquivos. Uma exceção a esse tempo de resposta é justamente o tradicional banco de dados, como os da IBM (DB2) e Oracle. A Google fornece um kit para os programadores da empresa criarem os conectores que fazem os appliances Google conversarem com os databases e extrair as informações.
A apresentação da divisão Google Enterprise também incluiu duas outras linhas de negócios para as empresas: Google Apps e Google Maps. A empresa de buscas pretende ganhar mercado primeiro com as pequenas e grandes empresas, no caso do Apps, e o Maps será oferecido a toda empresa que depende de localização geográfica
Blog do Max Gonzales